Cranioestenose: problemas com a formação do crânio do bebê
Conceito
Um dos mistérios do parto normal é justamente o fato da cabecinha do bebê passar tão tranquilamente pelo canal vaginal. Como isso acontece? Na verdade, o crânio do recém-nascido não está completamente formado – é dividido em pequenos pedaços que só vão se juntar no futuro. Ou seja, o crânio não é uma estrutura única de osso, mas sim estruturas menores unidas entre si por um tecido fibroso que chamamos de suturas.
As suturas funcionam como "áreas de expansão", que permitem que o cérebro do bebê cresça dentro do crânio, e que normalmente desaparecem após o crescimento dele.
Quando essas suturas se juntam antes do tempo previsto, alterando o formato do crânio, damos o nome de cranioestenose.
Diagnóstico
Normalmente o diagnóstico é feito apenas depois do nascimento. Os pais ou o pediatra notam alterações no formato do crânio – que pode ficar mais achatado, alongado ou mesmo “torto”. Ai então os casos costumam ser encaminhados para o neurocirurgião.
Tratamento
A maioria dos casos exige um tratamento cirúrgico, pois, além do problema estético que a assimetria gera no formato da cabeça, o cérebro também pode ser prejudicado, gerando sequelas neurológicas. A cirurgia restabelece a forma e o tamanho adequado do crânio, permitindo que o cérebro cresça sem problemas futuros.
Atualmente existem diversas técnicas e a escolha da mais adequada pode variar de acordo com cada caso. Nas mais frequentes, com o objetivo de realizar uma nova modelagem no crânio, o neurocirurgião realiza cortes no osso em diversas direções.
Em alguns casos, não se faz necessário uma cirurgia para correção da cranioestenose, mas sim o uso de órteses em forma de capacetes, que possibilitam corrigir algumas assimetrias.
Mas, é claro, essa deve ser uma decisão conjunta entre pais e médicos.
Fonte: Medical Site
12 de Junho de 2020
