Por que é tão importante amamentar o bebê na primeira hora de vida?
É importantíssimo que o recém-nascido seja amamentado na primeira hora de vida. É neste momento que o colostro - um líquido amarelado extremamente rico em anticorpos e nutrientes – é expelido antes do leite materno. Por isso, este momento também é conhecido como “golden hour” ou “hora dourada”.
O colostro é poderoso. Além de alimentar, adapta o aparelho respiratório, protege contra a incidência de icterícia, acelera o desenvolvimento da mucosa intestinal e do sistema imunológico. O hábito de sucção também é outra vantagem de amamentar o bebê o quanto antes. Esse movimento de sugar estimula a produção de leite e é como uma fábrica que obedece a uma lógica de demanda. Quanto mais a criança mama, mais leite a mãe produzirá.
E não é só o bebê que se beneficia da amamentação na primeira hora. O processo de recuperação pós-parto é mais rápido porque a mãe acelera a produção de hormônios importantes, como a ocitocina e a endorfina. A ocitocina auxilia na contração do útero, prevenindo hemorragias. Já a endorfina reduz as dores do parto e estimula o instinto de proteção materno.
Estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) citam que recém-nascidos amamentados entre 2 e 23 horas depois do parto correm risco de vida 33% maior que aqueles amamentados no primeiro momento.
O ideal é que a mãe converse com seu obstetra e manifeste o desejo de alimentar seu filho assim que ele nascer. Essa conversa prévia é importante para adaptar o atendimento na hora do parto.
Além de recomendar que a amamentação seja feita na primeira hora de vida, a OMS também preconiza que o aleitamento materno seja feito até o sexto mês de aniversário do bebê e como complemento até os 2 anos. O leite materno é o melhor alimento para a criança e a amamentação é o melhor vínculo que o filho pode ter com sua mãe nos primeiros anos.
Fonte: Medical Site
30 de Agosto de 2019
