Identificando perda auditiva na criança
A audição é fundamental para nossa capacidade de aprendizado, de socialização e comunicação. Se seu filho tem dificuldades com a fala e alguns problemas de atenção, especialmente na escola, não dá para descartar a hipótese de problema auditivo. É bom ficar atento porque o diagnóstico precoce pode representar um divisor de águas no tratamento.
A importância do diagnóstico precoce
Logo quando a criança nasce, se não apresentar nenhuma complicação, como baixo peso, prematuridade, problemas congênitos, entre outras condições, o protocolo dos serviços de saúde é submetê-la ao Teste da Orelhinha. Tecnicamente conhecido como emissão otoacústica ou Triagem Auditiva Neonatal, o exame é realizado em até 72 horas depois do parto. Trata-se de um procedimento rápido e indolor, no qual uma sonda emite estímulo sonoro na orelha do bebê enquanto registra as reações do órgão auditivo.
Se o teste revela uma boa percepção auditiva da criança, não é preciso repeti-lo, basta apenas observar o comportamento auditivo até os 3 anos de vida - tempo em que normalmente se desenvolve a linguagem. Essa observação consiste em sondar como a criança reage a sons altos, atende a comandos simples como mandar beijo ou dar tchau, assiste televisão em volume muito alto, se é preciso repetir as informações para que ela entenda, se não acompanha a direção do som, etc. Caso a criança não passe no teste, repete-se o procedimento e se falhar de novo, outro exame é feito: o Potencial Evocado Auditivo do Tronco Cerebral (PEATE), que nas crianças de alto risco já é feito no primeiro momento.
Quais são as alternativas de tratamento?
O tratamento dos problemas auditivos depende do grau da perda, que normalmente é uma consequência da otite média, comum na primeira infância - entre dois e cinco anos de idade. Trata-se de uma inflamação da orelha média (espaço que vai do tímpano à orelha interna) decorrente do acúmulo de secreção.
Por menor que seja a perda, deve ser tratada para não atrapalhar no desenvolvimento social e cognitivo. Os casos leves e moderados são reabilitados com o uso de aparelhos auditivos, já os exemplos mais severos são tratados com implante coclear - geralmente indicado quando a perda auditiva é bilateral, ou seja, atinge os dois ouvidos. Em ambos os casos a criança deve receber acompanhamento com fonoaudiólogos, otorrinos, pediatras e outros profissionais que farão adaptações e estímulos para que a linguagem seja desenvolvida adequadamente.
Fonte: Medical Site
24 de Outubro de 2019
