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A obesidade deve ser combatida ainda na infância

Até a década de 90, ainda era comum vermos crianças dividindo espaço nas ruas, praticando esportes ou brincadeiras que sugeriam mais movimento do corpo, como pega-pega, queimada, pique-esconde, etc. O tempo passou, as coisas mudaram e as novas gerações possuem outras formas de entretenimento. Com a popularização da tecnologia, cada vez mais cedo os pequenos têm acesso a celulares, computadores e tablets com uma série de distrações ao alcance de apenas um clique. Paralelo a isso, eles também estão inseridos em rotinas corridas, lotadas de compromissos que muitas vezes não incluem uma alimentação adequada, tampouco a prática de atividades físicas.

Os números da obesidade infantil

Nesse contexto, o resultado é que 41 milhões de crianças menores de cinco anos são registradas acima do peso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para falar de Brasil, a mudança nas condições nutricionais da população foi tão drástica que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 33,5% das crianças de 5 a 9 anos e 21,5% dos adolescentes de 10 a 19 anos apresentam sobrepeso.

A obesidade está associada a diversos fatores, entre eles, genéticos e ambientais, como hábitos alimentares inadequados e estilo de vida sedentário. A popularização dos fast foods junto com sedentarismo contribuíram para um número maior de indivíduos obesos, em qualquer faixa etária e classe social. Porém, como se trata de uma doença crônica, se for diagnosticada e combatida ainda na infância e/ou adolescência, menores serão as chances de avançar pela vida adulta. 

Quanto mais o tempo passa, pior fica o quadro: o grau do peso se agrava e vai se tornando cada vez mais difícil de perder o excesso. Além disso, surgem as doenças associadas, como alterações no colesterol, nos triglicérides, na glicemia e na pressão arterial, provocando ainda um impacto social e psicológico. Com isso, a expectativa de vida também diminui. É uma reação em cadeia.

A importância do pediatra 

O aumento expressivo na incidência da obesidade é tão preocupante, que virou caso de saúde pública. A prevenção é feita a partir de cuidados alimentares desde os primeiros anos de vida e o pediatra desempenha um papel fundamental nessa fase. Entre suas principais funções neste quesito estão: 

-Monitorar o peso da criança, fornecendo orientação nutricional em caso de aumento excessivo de peso em relação à altura; 

-Incentivar o aleitamento materno até o 6o mês de vida do bebê e complemento do leite materno a partir dessa idade até os 2 anos ou mais; 

-Observar possíveis distúrbios na relação mãe-filho e na dinâmica familiar, pois não raro o ambiente em que a criança está inserida gera disfunções como compulsão alimentar.

Bons hábitos alimentares devem ser introduzidos na vida da criança desde cedo, com uma dieta rica em frutas, legumes e verduras, mas pobre em açúcar, sal, gordura e refrigerantes. Além de estimular atividades físicas, brincadeiras ao ar livre, caminhadas, passeios de bike etc. Um trabalho de conscientização é imprescindível para prevenir a obesidade infantil e outros problemas decorrentes de uma alimentação inadequada na infância. Afinal, é de pequenino que se torce o pepino!

Fonte: Medical Site

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